TAP Portugal : grève des PNC jeudi 30 octobre et samedi 1er novembre

Les vols de la compagnie aérienne TAP Portugal seront fortement perturbés, en raison de la grève déclenchée par le principal syndicat d’hôtesses de l’air et stewards SNPVAC pour obtenir de meilleures conditions de travail. Elle a d’autre part suspendu sine die la reprise de sa liaison vers la Guinée-Bissau.

Annulations de vol et retards sont à prévoir pour les journées du 30 octobre et 1er novembre 2014 par les passagers de la compagnie nationale portugaise, le syndicat SNPVAC représentant 90% des personnel de cabine. TAP Portugal a publié hier une première liste des vols « protégés » par la règle du service minimum, avec trois rotations au départ de l’aéroport de Lisbonne jeudi (vers Funchal, Terceira et Sao Paulo) et quatre samedi (vers Funchal, Pico/Terceira, Sao Paulo et Caracas), mais aucun autre détail n’était disponible ce matin. Les liaisons opérées par PGA Portugalia Airlines ne seront pas affectées, précise la compagnie qui assure que tous les passagers ayant réservé des vols pendant ces deux jours ont été contactés afin de modifier leurs voyages : ils étaient initialement 55 000 à avoir prévu de voyager jeudi ou samedi, mais n’étaient plus que 30 000 hier. TAP Portugal recommande cependant à tous de vérifier en ligne ou auprès des centres d’appel si les vols sont confirmés. Rappelons qu’elle dessert en France les aéroports de Paris-Orly, Bordeaux, Lyon, Marseille, Nantes, Nice et Toulouse.

Le syndicat SNPVAC a expliqué que ce conflit n’est « pas une affaire d’argent », mais une lutte concernant les conditions de travail : il appelle la compagnie de Star Alliance à « respecter les accords passés », en particulier sur les plannings et les temps de repos entre les vols. Il dénonce également un manque de personnel. Aucune négociation ne serait en cours. Deux autres journées de grève sont déjà prévues par les PNC de TAP Portugal, le jeudi 30 novembre et le mardi 2 décembre prochains.

Ci-joint le Communiqué de presse du SNPVAC:

Caros Tripulantes,

Dia 30 de Outubro será o primeiro dia de uma Greve de quatro.

As razões que nos levam a esta Greve prendem-se, todas elas, com RESPEITO.

Respeito humano, e respeito por tudo aquilo que traz à Aviação a necessária garantia de Segurança e Qualidade.

Os problemas com que todos os Portugueses se debatem são transversais.

Mas, e apesar de estarmos a viver uma situação delicada no nosso país, não podemos aceitar que, em nome de cortes, de necessidades de restrições orçamentais ou orientações cegas que não atendem ao  carácter especifico de cada profissão, tudo seja possível ser  imposto.

E especialmente quando, sabemos, se trata  de um  embelezamento para maior facilidade de venda.

Produzimos muito com pouco.

Esta mensagem é a que se pretende passar.

E é um facto que se pode.

A TAP vive assim há anos.

Mas como em tudo, há uma capacidade de resistência limitada, há elasticidades que se desgastam para não mais ser possível regressar ao ponto inicial.

Quando cada Tripulante assina um contrato com a sua Empresa empregadora sabe quais as condições em que o faz.

Sabe o que lhe vai ser exigido. 

Sabe das contrapartidas e dos direitos que tem, para lhe poderem exigir de volta os deveres a que está obrigado.

Nesta altura os deveres mantêm-se, os direitos foram alterados.

Sem consulta prévia, sem aviso. Apenas por imposição.

Sabemos que a TAP é uma mais valia para Portugal. Sabemos do peso e do valor do seu nome.

Temos consciência também de que, desde a sua fundação, no crescimento desta excelente Empresa de Aviação, à qual todos os Tripulantes se orgulham de pertencer, muito contribuiu o trabalho desenvolvido por TODOS aqueles que nela trabalharam e trabalham.

Lamentamos, no entanto, que tal seja hoje esquecido.

Especialmente esquecido por uma Tutela que se dedica integralmente ao estudo de uma venda apressada. 

Especialmente esquecido por uma Administração que, ao demitir-se disso mesmo por omissão de diálogo,  dá aos quadros intermédios da Empresa o poder de decisão, quadros intermédios esses que gerem pequenos poderes, demonstram falta de vontade, e impedem soluções que não sejam humilhantes para os Trabalhadores.

Os Serviços Jurídicos da Empresa não podem, atropelar constantemente  a Lei e o AE, desrespeitando de forma vergonhosa as decisões dos Tribunais. 

Os Recursos Humanos e outros Serviços Intermédios, não podem agir como se fossem capatazes de roças de cacau.

Todos estes, não podem vir para tentativas sérias de conciliação proferir atoardas do género:

” O que os Tripulantes querem é descansar em piscinas de bons Hotéis” ou ainda,

“ Os problemas da Empresa, em relação à maternidade e ao direito ao aleitamento, resolviam-se se a partir de agora a Companhia só contratasse Homens”.

Esta postura não aproveita a ninguém, nem mesmo a eles, e , tristemente, não se dão conta.

É por demais evidente que nada mais havia a fazer.

Por tudo isto houve que dizer BASTA!

Move-nos o interesse da Classe mas, acima de tudo, a sua DIGNIDADE!

E é a dignidade dos Tripulantes, vilipendiada no seu dia-a-dia, que ,com a ajuda de TODOS, queremos  e vamos repor.

Sabemos dos constrangimentos e dificuldades  que uma greve causa, nunca a pretendemos e nunca por ela pugnámos.

A GREVE FOI-NOS IMPOSTA!

POR ISSO,VAMOS DEFENDER COM TODA A NOSSA FORÇA A NOSSA DIGNIDADE!

VAMOS TODOS FAZER GREVE!

TODOS, POR TODOS!

 

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